segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

HARRY POTTER E A MAGIA

Você com certeza já leu ou viu os filmes do Harry Potter! Muitos jovens, inclusive, sentiram-se despertados para o mundo da magia com as aventuras do jovem bruxo. A autora J. K. Rowling, como uma boa escritora, leu bastante antes (e provavelmente, durante também) de concluir sua obra e usou, conscientemente ou não, várias referências mitológicas e lendárias, o que dá um tempero especial em suas histórias. Que tal conhecermos um pouquinho das origens desse sucesso em livro e em filme que tem conquistado pessoas de todas as idades pelo mundo?



 A Pedra Filosofal

Há um tipo de mago chamado alquimista. A alquimia é a avó da química e muitos cientistas estudaram a alquimia, como o físico e matemático Isaac Newton. Os alquimistas acreditavam que podiam transformar qualquer tipo de metal em ouro e buscavam uma fórmula que curaria todas as doenças e daria a imortalidade. Suas pesquisas tinham base simples, porém eram muito complexas. Eles acreditavam que faltava apenas um elemento em suas fórmulas para conquistar seus objetivos. Esse elemento misterioso foi a busca de muitos magos durante séculos e era chamado de pedra filosofal. Alguns magos acreditavam que esse elemento secreto era apenas enxofre, mas em Harry Potter ele é descrito como uma coisa vermelho-sangue. Muitos seguidores da Magia Enochiana acreditam que seus criadores, o Dr. John Dee e Sir Edward Kelley, detinham o segredo da alquimia em forma de dois pós mágicos encontrados em Glastonbury. Para alguns, a pedra filosofal seria física, enquanto para outros seria abstrata, como, por exemplo, um conhecimento, que levaria ao ouro e à juventude eterna. Outro mago alquimista famoso que detinha esse conhecimento é o Conde de Saint Germain, que viveu mais de 300 anos com a aparência de 30, e distribuía joias a torto e a direita!


Sibila Trelawney

Ela é a professora das mancias em Hogwarts e prediz a morte de Harry Potter assim que ele chega à escola de magia, mas ninguém se preocupa muito, pois ela faz isso todos os anos com um aluno novo e nenhum deles morreu até o momento... Sua aula ensina a adivinhação, as formas de predizer o futuro, desvendar o passado ou simplesmente encontrar objetos perdidos através da interpretação de um oráculo. Seu nome não é por acaso. As Sibilas eram profetisas da mitologia que contam suas premonições, mesmo quando não eram solicitadas.

Ao que parece, qualquer coisa pode ser usada para adivinhação! Veja só!

Quiromancia
Interpretação das linhas das mãos.

Frenologia
Interpretação do formato do crânio.

Libanomancia
Interpretação da fumaça do incenso.

Licnomancia
Interpretação da chama de uma vela.

Runas
Interpretação com pedras com inscrições sagradas usadas pelos celtas.

Rabdomancia
Adivinhação através de uma vara ou forquilha.

Radiestesia
Prima da rabdomancia, adivinhação através dos movimentos de um pêndulo.

 

O Avada Kedavra

Em Harry Potter, este é um feitiço mortal, um dos três feitiços mais mortais conhecidos como Maldições Imperdoáveis. Se um mago a utilizar contra um humano, pode ir parar em Azkaban. Foi o feitiço que matou Cedrico Diggory e os pais de Harry, que, por sinal, foi o único que sobreviveu ao Avada Kedavra.
O nome do feitiço inventado por Rowling vem de uma frase do aramaico, uma antiga língua do Oriente Médio, abhadda kedhabra, que quer dizer “desapareça como essa palavra”. Era utilizada por antigos bruxos em feitiços de cura. Nunca se ouviu dizer que tenha sido utilizada em feitiços de destruição.
Hoje, a palavra virou fala de mágicos de palco, mas foi bastante popular nos tempos antigos. O médico romano Quintus Serenus Sammonicus que viveu em 200 a.C., a utilizava para baixar a febre de seus pacientes. Sua receita prescrevia escrever a palavra onze vezes, retirando uma letra por vez, assim:

A B R A C A D A B R A
 A B R A C A D A B R
  A B R A C A D A B
   A B R A C A D A
    A B R A C A D
     A B R A C A
      A B R A C
       A B R A
        A B R
         A B
          A

O papel era então amarrado ao pescoço do paciente por nove dias, quando era jogado por cima do ombro em um rio que corria para Leste. A febre desapareceria com a tinta lavada pela água. Esse feitiço foi usado amplamente contra a Peste Negra e a tradição de se jogar algo que não se quer mais por cima do ombro permanece até hoje em diversas formas de magia popular. O fato é que depois de nove dias, era bem provável que a febre já teria desaparecido por conta própria. Se o feitiço tinha alguma coisa a ver com isso, não podemos ter certeza, mas podemos imaginar que, certamente, influía na mente do paciente e em seu estado de espírito, dando-lhe esperança e certeza de uma cura e combatendo o desânimo e o sentimento de que nada podia ser feito a não ser esperar a morte.


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