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domingo, 29 de setembro de 2013

Como você esta?

 Por Fernando Coelho

 Hoje é dia de São Miguel Arcanjo, um dia especial para muitos inclusive para alguns lobonaltas.
 São Miguel é o arcanjo ligado ao primeiro raio (raio azul) da Fraternidade Branca, sendo este o  raio da Força, da Fé, da Vontade Divina e Proteção.
 Falando em Força, em Fé, em Vontade Divina e Proteção, como você esta? O que você tem feito?
 Por vezes perdemos a Fé passando a acreditar que tudo é impossível, que tudo é karma ou o povo lá do alto revoltado com você e lançando um raio de azaração. Perdemos a coragem, a força de seguir em frente, e começamos a viver um dia após o outro apenas por viver, tendo esperança de um dia melhor. Esperança, essa palavra possui dois polos, a primeira vem do verbo esperar que esta sintonizada com o negativismo, já a segunda vem do verbo esperançar, correr atras de suas metas lutando pela sua realização. E ai, qual esperança você vai se sintonizar? Se sua resposta é a do Esperançar, então  a matéria de hoje lhe acenderá mais uma luz na sua caminha espiritual.
 Existe muitas formas de entrar em sintonia com Arcanjo Miguel, seja através de orações, de decretos ou mesmo rituais. Mas precisamos ir além disso, recitar palavras escritas é fácil, mas precisamos compreende-las e além disso, saber vivenciar a oração, o decreto ou o ritual.  A divindade pode te proteger do que é externo, pode te livrar dos inimigos, mas te sobra o seu  interior, onde há o pior inimigo da qual a divindade não pode te defender.
 A sintonia perfeita com a egregora do Arcanjo Miguel é feita quando você coloca em AÇÃO a limpeza interior também, quando você deixa a sua divindade iluminar os cantos mais escuro da alma, expulsando tudo o que atrapalha que você seja um ser melhor. O apego é algo serio, e é mais serio ainda com coisas que não te faz crescer, como a preguiça que não deixa você lutar pelos seus objetivos e ideais.Como a perda da fé que te joga na lama e tampa sua visão e sua falta de confiança no povo lá de cima. Como o medo e preocupação que abre porta para os irmãos da sombra e dificulta os trabalhos das entidades sintonizada com as forças da luz.
 Então caros lobonaltas, além de suas orações, de seus decretos e de seus rituais, saiba sintonizar-se por dentro também, sinta a energia vir de fora para dentro e de dentro para fora. Entrar em sintonia com a divindade é isso, é fazer uma aliança com ela.
 Espero que essas palavras o faça refletir em "Como você esta?". Deixo abaixo uma prece  e um apelo a São Miguel para que você possa usar hoje e sempre quando precisar.

Prece a São Miguel
 "Bem-Amado Miguel Arcanjo! Defendei-nos nas horas de conflito! Sede nossa proteção contra toda maldade e tentação de forças visíveis e invisíveis. Enfraquecei-as! Humildemente suplicamos: Príncipe da Legião Celeste, pelo poder de Deus removei da atmosfera da Terra todos os espíritos mal intencionados que visam a corromper nossas almas. Assim seja!"

Apelo ao Bem-Amado Arcanjo Miguel
 "Em nome da Divina Presença que EU SOU e da Divina Presença de toda a humanidade, apelo à Vossa Presença, Bem-Amado Arcanjo Miguel e Legiões de Luz, seccionai de toda criação humana, de mim, através de mim e em torno de mim, e também dos que são contra mim, todo hábito e tendências imperfeitas! Substitui essas dissonâncias pela Pureza, Harmonia e Perfeição dos Mestres Ascensionados! Eu vos agradeço."
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PROMOÇÃO MAGIA DA IRLANDA - Atualizado



Acabaram os brindes que a Eddie ficou de levar para encantar na Irlanda, quem comprou no Portal das Luzes comprou, quem não comprou.... Ainda dá tempo de participar, ela trará de lá óleos e ingredientes para fazer alguma "tranqueira mágica" para dar de brinde, não se preocupe!


A promoção vai até sexta, dia 27 de setembro de 2013. Todas as compras feitas no Portal das Luzes terão um brinde com a magia da Irlanda para boa sorte e abertura de caminhos!
Lembrete: como a  Eddie só volta depois dos dia 6, é só aí que mandaremos as encomenda, combinado? Aproveite e faça suas compras e leve um pouco da terra mágica dos druidas para sua vida!
www.portaldasluzes.com
 

Pedidos de pós, poções, caixas irradiadoras, olho de dragão, kits de magia, etc... pelo e-mail: alcateia@alcateia.com ou pelo tel.: (21)3872-4971.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

APELO DE PROTEÇÃO AO PRÓXIMO

Por Fernando Coelho

  Lobonaltas, muitas vezes queremos ajudar amigos, familiares e até desconhecidos que precisam de uma forcinha, e nem sempre ajudamos por não saber o que fazer. Então brindarei vocês com um apelo de proteção da Fraternidade Branca para quando alguém precisar de uma ajudinha do povo do alto, vocês possam ser o canal.

"Bem- Amada Presença Divina EU SOU... (dizer o nome da pessoa completo de quem deseja auxiliar) envolvei em Vosso poderoso Manto de Luz Eletrônica, e fazei esse Manto tão invulnerável que nenhuma desarmonia posso atacar.
Tornai invencível, invisível, invulnerável e intangível contra tudo que não represente a Vossa Divina Perfeição, mas fazei altamente receptivo para tudo que provém de Vós."


Fazer esse apelo, meditando a cada frase, com a pessoa em mente sendo coberta pelo manto de luz.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO, VICTOR!!!

Nosso Lobinho Prodígio Victor Augusto de Souza está fazendo 19 aninhos hoje! Além de ser craque em Numerologia Kármica e tarô, nosso Victor também escreve bem pra caramba! Será que um dia vai pintar um livro dele pela Linhas Tortas? Só o futuro dirá! Enquanto isso, nós desejamos a ele um Super Aniversário, com muito bolo, amigos e um novo ciclo repleto de conquistas, conhecimento, sabedoria e diversão (porque ninguém é de ferro)!


sábado, 24 de agosto de 2013

O Professor.

 Por Fernando Coelho


Abidã parou e observou um jovem no canto da espaçosa oficina usando um enxó. Era um dia quente, com pouca brisa para ventilar a marcenaria de Abidã. Abidã começou a caminhar, passou pelos outros vinte empregados e parou perto do jovem, que, de  tão concentrado no seu trabalho, não percebeu a presença do patrão.
 Inclinado sobre a antiga bancada de trabalho do seu pai, Abidã começo a observar os movimento do rapaz. Lembrou-se da ocasião em que seu pai lhe ensinou a usar um enxó.
 "Ioshua", disse Abidã, e cofiou sua barba grisalha. "Você deve fazer mais devagar."
 O rapaz se assustou com o som da voz de Abidã. "Desculpe, não percebi o senhor se aproximar."
 "Eu notei." Abidã se aprumou, pegou o longo cabo do enxó e montou sobre a tora de madeira pousada no piso. "Desbaste com movimentos mais curtos, Ioshua. Se você desbastar com muita força e muito rápido, vai remover mais madeira que o necessário." Abidã apoiou a lâmina de metal da extremidade do enxó sobre a tora, no lugar em que Ioshua estava desbastando, depois ergueu o cado e o deixou descer, direcionando a borda metálica afiada para a casca da árvore, mas sem atingir a madeira macia. Uma parte da casca foi desbastada. Abidã fez isso diversas vezes ate remover dois côvados de casca.
 "Venha aqui, Ioshua. Veja o pedaço que acabei de desbastar e o pedaço que você estava fazendo. O que você observa?"
 "O do senhor está muito mais liso. Eu cortei a madeira macia."
 "Exatamente. O importante é o controle e o foco. Os novos empregados seguram o cabo muito no alto. Para um melhor controle, posicione suas mãos mais perto da lâmina e faça movimentos suaves e curtos, removendo somente a casca. Compreende?'
 "Sim, compreendo. Movimentos mais curtos. Segurar o cabo em uma altura menor."
 "Correto. Ao menos, para este serviço." Abidã entregou o enxó de volta para o garoto. "Tente de novo."
 Ioshua montou sobre a tora e utilizou o enxó da maneira exposta por Abidã.
 "Está melhor assim? Você tem mais controle da ferramenta?"
 "Sim. Eu devia saber disso."
 Abidã sorriu. "Não seja tão severo com você mesmo, Ioshua. Todos os homens aprendem com os outros e com a experiência. Eu aprendi com meu pai quando era garoto. Faz muito tempo, na época em que meu pai e eu trabalhávamos sozinhos. Muita coisa mudou."
 "O senhor é o melhor carpinteiro de toda a região. Meu pai me lembra todo dia da minha sorte de ter encontrado uma marcenaria com um professor tão receptivo."
 "Seu pai pediu que eu ensinasse a você mais do que habilidades com madeira, Ioshua."
 "Meu pai nunca me contou como conheceu o senhor."
 Abidã sorriu. "Conheci seu pai há muitos anos. Ele era ainda uma criança de colo, nos braços da sua avó. Eu tinha treze anos. O pai da sua avó era um criado fiel na corte do rei Salomão." Abidã fez uma pausa. "Eles me ensinaram uma lição importante a respeito de ajudar os outros."
 "Eles ensinaram o senhor?"
 "Primeiro vi sua avó, na rua, tentando juntar um fardo de linho. Ela estava segurando a criança que se tornaria seu pai." Abidã se debruçou sobre a bancada de trabalho do seu pai e acariciou uma das tábuas. Embora Zera tivesse morrido havia quase trinta anos, Abidã sentia muito a sua falta. Suspirou de saudade e, em seguida, trouxe sua atenção de volta ao presente.
 "Devo tudo o que tenho às lições que o rei Salomão me ensinou. Prometi ensinar a você essas mesmas lições. Devo à sua família isso e muito mais."
 "O senhor compartilhará as lições de Salomão?"
 Abidã assentiu com um gesto de cabeça. "Me diga, Ioshua, o que significa este provérbio: "Prepara com antecedência teu trabalho e torna-o apropriado para ti, no campo; depois, trata de construir tua casa". )Provérbios, 24:27)
 Ioshua dirigiu o olhar para o chão e repetiu as palavras...







 Chegamos ao final das historias do rei Salomão, se você perdeu alguma delas aproveita e confere nos links a baixo:
Abidã- Acordo com Salomão.
O primeiro provérbio.
O muro
O bom negócio.
Os conselheiros do Rei.
O presente.
Verdadeiramente rico 1
Verdadeiramente Rico 2
Uma visita Real

  Em breve retornaremos com novidades sobre ele. Então seja sábio e não deixe de  acompanhar o alcateia.com que sempre pinta novidade, ok?


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Surto de vampirismo


Por Nanael Soubaim

Caríssimos, a coisa ainda não é alarmante, mas é grave. Há muito tempo venho recebendo queixas de pessoas a respeito. No começo eram casos isolados, mas parece que se tornou uma epidemia. Todo mundo que conhece um pouco da ciência, está reclamando de vampiros de energia que não conseguem localizar.

Ontem, voltando do trabalho, eu senti um pequeno fluxo prestes a sair de mim. Nada fiz além de ficar atento e, para minha surpresa, o vampiro em questão era um cidadão que estava logo atrás, sentado no assento de acompanhante de cadeirante.

Ele não estava intencionando cousa alguma. Meus gestos de tentar aparentemente conter o fluxo, não causavam qualquer reação, visível ou não. Notei com rápidas olhadelas, que ele estava muito, mas muito deprimido, desenganado mesmo. Passei o indicador na testa, para pegar um pouco de óleo e com ele fiz uma cruz na nuca, o que estancou o fluxo.

Novamente o cidadão não mudou seu comportamento. Novamente me pus a pensar no caso, porque eu também tenho notado o aumento de vampirismo que, pelo que percebi, é absolutamente involuntário. Por mais que os governos tentem maquiar a situação geral, com estatística mais compradas do que Fusca 1300, as pessoas estão descrentes com o futuro.

O que isso tem a ver com o vampirismo? Infelizmente, tudo. Uma pessoa em depressão profunda, por exemplo, tende a pensar rapidamente em suicídio, se não conseguir uma distração que seja. Inconscientemente, ela busca algo que lhe dê prazer, e um prazer baixo e fácil é sugar a energia alheia. Eles não fazem de propósito, ao menos enquanto não perceberem o que estão fazendo.

é mais ou menos como uma pessoa que fica presa em uma ilha deserta, e passa a pescar para sobreviver. A intenção dele não é matar o peixe, talvez nem goste, isso é conseqüência do desespero pela sobrevivência. com o tempo, mudando os modos de preparo e usando ervas que porventura encontre na ilha, ele pode passar a gostar do acepipe, mas a intenção primária é se manter vivo até ser resgatado.

Então, caríssimos, antes de mandar um globo de energia torrar o perispírito de um vampiro, façam algo para bloquear a sangria e observem se alguém muda seu comportamento. Porque o problema infelizmente é social e de saúde mental, é generalizado, são milhões de novos vampiros inconsciente pelo país, não dá simplesmente para bloquear todos eles.

Se protejam, vedem seus pontos de energia e fiquem atentos, porque esta situação ainda vai demorar uns bons anos para se resolver.

Uma visita real

Por Fernando Coelho

 As costas de Abidã doíam.. Seus pulsos doíam ainda mais. Mover repetidas vezes a corda de arco sobre o furador, aplicando pressão no alto da ferramente pontiaguda cobrava seu preço. O suor gotejava da sua testa e caía sobre o segmento curvado de madeira destinado a ser parte de um raio de roda de uma carroça. Mais difícil era encarar o fato de que ele ainda tinha quatro outras seções, nas quias precisava fazer furos para os raios. Seu  pai se curvava sobre o banco duro e tosco, aparando e arrumando as peças para que se encaixassem.
O ar denso e poeirento da pequena marcenaria piorava as coisas, mas Abidã não se queixou. Essa era a sua vida. Seu pai era carpinteiro, assim como seu avô. Sua vida seria cercada por madeira e trabalho duro. No entanto, o trabalho na marcenaria era melhor que o trabalho que eles haviam feito na semana anterior. Por três dias, ele e seu pai tinham colocado vigas de telhado sobre as paredes de pedra de uma nova residencia. O trabalho ao ar livre era muitas vezes mais agradável. Contudo, ao meio-dia, o sol minava suas forças. Ele não tinha ideia de como seu pai era capaz de continuar trabalhando.
 Abidã respirou fundo e soprou a serragem liberada pelo furo feito. Em seguida, percebeu os sons de sandálias que se arrastavam sobre os degraus de pedra da porta de entrada, como se fosse a chegada de diversas pessoas. Era muito cedo para a refeição do meio-dia. Sua mãe não traria comida fora de hora.
 Abidã virou-se, ainda segurando as ferramentas nas mãos.
 O rei Salomão estava parado à porta.
 "Majestade", disse o pai de Abidã, e fez uma leve reverência.
 Salomão sorriu, entrou na marcenaria cheia de sujeira e abraçou seu amigo. "Faz muito tempo, Zera."
 Zera retribuiu o abraço. "Faz, sim, Majestade. As horas rapidamente se transforma em meses."
 Abidã sentiu um calafrio. O rei estava em sua humilde marcenaria, uma simples oficina de pedra e barro, com um telhado esburacado. Era assim com todos os carpinteiros, cujos dias se gastavam no trabalho para os outros, deixando-lhes pouco tempo para cuidar das próprias casas e locais de trabalho.
 "Abidã", Salomão exclamou. A voz do rei preencheu todo o espaço.
 "Majestade" Abidã largou as ferramentas e se aproximou. "Não sabia que o senhor estava vindo." Ele se sentiu constrangido por causa de suas roupas sujas e manchadas de suor.
 "Você foi ao palácio tantas vezes. Achei justo vir até aqui. Além disso, não via seu pai há muito tempo.  Receio ter me comportado de modo inadequado e desprezado meu amigo."
 "Não, Majestade, Zera afirmou. "O senhor fez mais por mim do que um homem da minha posição tem  o direito de pedir. Seu trabalho com Abidã foi fora do comum. Nas últimas semanas, ele insiste em acordas antes de mim e vem para a oficina muito cedo. Fica também até mais tarde, muito depois que os outros da área se retiraram."
 "É verdade, Abidã?"
 "Sim, Majestade. Estou procurando ser diligente como o senhor ensinou."
 O rei concordou com um gesto de cabeça, mas Abidã percebeu nele uma certa tristeza. Salomão dirigiu a palavra para Zera: "Trouxe comida e bebida para compartilhar uma refeição com a sua família."
 " O senhor é muito generoso, Majestade."
 Salomão sorriu. "Também trouxe o suficiente para seus vizinhos. Você pode reservar seu tempo para banquetear conosco?"
 "Naturalmente, Majestade." Zera abriu um grande sorriso. "O senhor honra minha casa e minha família."
 "O prazer é meu, meu amigo. Você pode apresentar sua casa para meus criados? Eles cuidarão de tudo."
 "Sim, Majestade." Zera saiu da marcenaria rapidamente.
 "E você, Abidã, vai se juntar a nós?"
 Abidã ficou confuso. "ainda não terminei meu trabalho , Majestade."
 "Estou vendo." O rei suspirou. "Tenho mais uma lição pra você, Abidã. Vejo que não cheguei muito cedo."
 "Não entendo."
 Salomão afastou algumas ferramentas do banquinho e se inclinou sobre ele.
 "Um lugar para você se sentar..."
 "Não, Majestade, eu estou bem."
 "O que esta envergonhando você, Abidã?" , perguntou Salomão, sorrindo.
 "A sujeira da nossa marcenaria, Majestade. O senhor merece coisa muito melhor. Se soubesse que o senhos estava vindo, poderia ter arrumado a oficina."
 "Abidã, nunca sinta vergonha do seu trabalho ou do lugar onde você trabalha. Essa oficina não me ofende, admiro o trabalho que é feito aqui."
 "Obrigado...Muito obrigado, Majestade."
 "Eu prestei um desserviço a você, filho."
 "Como?  Ah, não, Majestade. O senhor dividiu sua sabedoria comigo. Sou uma pessoa melhor por causa disso."
 "A sabedoria vem em etapas. É verdade que você está trabalhando mais do que seu pai?"
 "Sim. Incentivei meu pai a me dar mais tarefas."
 Salomão assentiu com um movimento de cabeça. "Pense sobre este dito: "Não te esgotes buscando riquezas, tem a sabedoria de mostrar moderação." (Provérbios, 23:4)
 Abidã não precisou decifrar o significado. De todos os provérbios que Salomão compartilhara com ele, esse era o mair claro e o mais condenatório. No entanto, Abidã repetiu o provérbio diversas vezes.
 "Sua expressão me diz que você compreendeu o significado", afirmou Salomão.
 "Compreendi, Majestade."
 "Diga-me a verdade contida nele."
 Abidã tomou fôlego. "Significa que não é sábio buscar riquezas."
 "Não filho. Você está enganado. Não é errado o fato de buscar riquezas. "
 'Então, o que é errado, Majestade?"
 "Você deve descobrir, Abidã."
 Abidã removeu a serragem dos cotovelos e proferiu a ultima parte do provérbio: "... tem a sabedoria de mostrar a moderação. Moderação. Sabedoria de mostrar moderação...". Balançou a cabeça e, então, uma ideia lhe ocorreu. "Há um equilíbrio entre buscar riquezas e moderação."
 "O significado?", Salomão indagou, sorrindo.
 Abidã franziu as sobrancelhas. "Não faz sentido para mim, Majestade. Por que um homem teria moderação na busca de riquezas?"
 "Para viver, Abidã. Para viver."
 "Para viver?"
 "Conquistar riquezas é sábio; trocar a felicidade pelas riquezas é tolice"
 Salomão se pôs de pé e começou a andar com passos lentos. "Tudo tem um preço, Abidã, não é? CHegar cedo na oficina de seu pai exige que você pague com um descanso menor. Vejo que você e seu pai estão trabalhando em rodas de carroça. "
 "Sim", respondeu Abidã, com orgulho. "Temos muitas mais para fazer. É a maior quantidade de rodas de carroça que já fizemos para um único cliente. Eu consegui o cliente."
 "Você merece elogios Abidã. Isso mudou as coisas?"
 "Mudou. O dinheiro ajudará minha família e desenvolverá nosso negócio.'
 "Sua mãe gosta de rodas de carroça?"
 A pergunta pegou Abidã desprevenido. "Não, Majestade."
 "Ela gosta de você?"
 "Sim."
 "Ela trocaria você por rodas de carroça?"
 "Claro que não, Majestade", respondeu Abidã, se ajeitando.
 "Então não a troque por ganhos rápidos."
 As palavras afligiram Abidã. "Não estou..."
 "Você não está o quê, Abidã?"
 Abidã abaixou a cabeça;
 "Quando eu era jovem, Abidã, tinha o hábito de ser impaciente nas viagens. Sempre queria chegar ao destino. Levei algum tempo até aprender que a viagem é muitas vezes mais interessante que o destino. Você compreende?"
 Abidã respondeu afirmativamente com um movimento de cabeça. "Devo aprender a aproveitar a viagem e não só pensar no destino."
 "Exatamente, Abidã. Trabalhe duro. Conquiste suas riquezas, mas aprecia aqueles a seu redor. Aproveita a sua família. Os dias perdidos nunca podem ser recuperados. Desenvolva o negócio do seu pai e, no momento em que se tornar o seu negócio, desenvolva-o mais, mas saiba quando mostrar moderação. Aproveite o dia. Aproveite o trabalho. Aproveite a viagem. Escolha o contentamento para hoje, mas pense no futuro."
 "Sim, Majestade."
"Agora, volto a perguntar: você se juntará a nós para o banquete?"
 Abidã deu uma olhada nas suas ferramentas e contemplou a madeira em que estivera trabalhando. Voltaria ali amanhã, ele decidiu. O melhor trabalho que poderia fazer agora era passar o tempo com seu rei, sua família e seus vizinhos. "Sim, Majestade. Tomarei parte do banquete com o senhor."
 "Ótimo. Talvez eu lhe conte uma história sobre seu pai.'
 Abidã riu. "Tenho uma pergunta, Majestade."
 "Pergunte."
 "É verdade que o senhor tem mil esposas e concubinas?"
 "É verdade. A maioria são casamentos políticos."
 "Como é ter tantas mulheres?"
 "Ah, Abidã, você nem queira saber."