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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Por que o mal demora tanto?


por Nanael Soubaim
  Eu tenho o costume de regar um jardim e cuidar dele, na medida de minha disponibilidade. Uma coisa que aprendi foi a ter paciência, porque mesmo quando as coisas estão muito ruins, agir antes da hora pode arruiná-las irremediavelmente.

  Tem aparecido ervas daninhas, capim ordinário e todo tipo de parasita vegetal. Arrancar essas pestinhas é arriscado, elas costumam ter caules muito frágeis e raízes muito fortes, com bulbos consistentes, de onde a erva volta a crescer. E para crescer, expande mais as raízes para retirar mais nutrientes, e a plantinha de que se quer cuidar fica mais prejudicada.

  Claro, uma poda para controlar o crescimento é possível e desejável, mas nunca arrancar antes da hora. Infelizmente os venenos também não são recomendados, porque a erva daninha, sem o compromisso de gerar flores e frutos aproveitáveis, se torna mais resistente do que a sua plantinha. Haveria o risco de se eliminar a plantação e deixar campo livre para o mato.

  Esperando as invasoras crescerem o suficiente, seus caules também ficam consistentes o bastante para a extração, que também não deve ser feita de qualquer maneira. A competitividade desenfreada das ervas daninhas freqüentemente as faz entrelaçar suas raízes com as de outras plantas, não só para roubar nutrientes, mas também para ter mais resistência à tração. Darwin explica. Deve-se cavar com uma ferramenta pontiaguda ou mesmo com um jato d'água, este para que a terra fique encharcada e macia o bastante para não se levar um torrão inteiro com a invasora, o que poderia acabar danificando raízes que queremos preservar.

  Uma vez arrancada, por sua voracidade a erva daninha definha rapidamente, servindo até de adubo para a plantinha. Mas dependendo do estágio e da ápoca do ano, é melhor queimar, se não houver um piso de cimento onde as eventuais sementes da invasora também sequem e morram com ela. Há de se tomar cuidado, pois com os milênios de evolução, as que são mais parecidas com nossas plantas mais estimadas acabaram proliferando e se aprimorando, a ponto de ser fácil confundir um mato mais desenvolvido com a medicinal alfavaca. É preciso ter também um conhecimento básico de causa para o serviço de limpeza.

  Por tudo isso a limpeza também deve ser feita preferencialmente em etapas, para evitar danificar plantinhas desejáveis, que por ventura tenham brotado no meio das invasoras. Seria triste ver até mesmo uma maria-sem-vergonha secando e murchando no meio das bandidinhas.

  Ok, isto é um blog de ciências esotéricas, então não dei essa aula básica de jardinagem só porque fiquei com vontade. Não mesmo. Hoje, no famigerado, mas infelizmente necessário facebook, um amigo se lamentou com os rumos que o mundo tem tomado. em especial a paixão que certos setores ideológicos têm demonstrado por grupos terroristas, que primam pelo amor à crueldade, castigando e eliminando até mesmo crianças de grupos diferentes dentro de sua própria religião. Daí emergem teorias conspiratórias, medo de sociedades secretas, lendas de grupos que manipulam os governos mundiais, et cétera.

  Bem, meus queridos, isso não é novo. Vem acontecendo desde o advento do iluminismo, na verdade com raízes na idade média, quando as máfias modernas tiveram suas sementes malditas germinadas. Acontece que como as ervas daninhas, essas sementes lançaram raízes em volta e entrelaçando com as de pessoas de boa índole. Qualquer um pode ser amigo de um elemento de altíssima periculosidade e não estar ciente disso. De outra forma os serviços secretos já teriam eliminado todos eles com facilidade. Às vezes as teorias conspiratórias têm razão, em parte, líderes realmente são assassinados após reuniões longas e difíceis, de onde saem decisões não menos. Sabe-se lá o que aquele ídolo de milhões aprontou e o quanto sua vida pode ser nociva à humanidade como todo? Só quem já sentiu o peso do poder nos ombros é que pode ou não julgar o líder de uma nação, principalmente se for de uma democracia.

  Eu sei, dá calafrios imaginar que aquele amigo de tantos anos pode ter que morrer, mais ainda desconfiar que ele pode ser responsável por mortes de inocentes e muitas outras mazelas, especialmente porque os governos continuam com a arrogância de acreditar que a população é plenamente incapaz de administrar qualquer coisa que não seja sua vidinha prosaica e previsível. Em parte estão certos e a culpa é nossa, que nos acomodamos facilmente no conforto da ignorância ou, pior, no falso desconforto da intelectualidade retórica.

  Leitoras e leitores, vocês sabem que nenhum deles é uma divindade. Nenhum grupo, nenhuma sociedade secreta, nenhuma máfia é composta de seres onipotentes, oniscientes e onipresentes. Na verdade não existe sociedade secreta nenhuma no universo, mesmo as colônias mais próximas de nosso plano podem ver todas elas, o que fazem e como vão se lascar bonitinho. Eles são humanos, absolutamente todos eles são reles e elimináveis humanos.

  Desde o iluminismo que as altas espheras que realmente governam o mundo começaram com a limpeza. Primeiro preparando o jardim para facilitar extirpar as ervas daninhas, aquelas que realmente não têm proveito nenhum, que nada fazem além de sugar nutrientes e proliferar. As duas grandes guerras foram decisivas para isso, foi quando muita gente grande esperdiçou sua última chance de dar algum fruto, ou pelo menos uma florzinha que fosse. Algumas se tornaram até piores do que seus obsessores. Eu já disse e repito, Satanás foi o primeiro a ser colocado em solitária, depois dele seus dragões, os demônios de verdade, Hitler com sua cambada de vagabundos, entre outros.

  E por quê o mundo não ficou lindo e maravilhoso desde então? Porque a limpeza não terminou. Acontece que ainda tem criaturas extremamente perversas dentro e fora da carne. Primeiro tiraram as ervas mais agressivas e consistentes, que puderam ser eliminadas com um puxão só. Depois as daninhas de alta agressividade, mais numerosas, mas que não se comparam ás primeiras. Os que já foram exilados são de uma maldade que suas cabecinhas são incapazes de conceber. Vocês estão acostumados a sofrer com pimenta do reino, não têm noção do que é mastigar uma Carolina Reaper, tampouco o que é ser picado na boca por uma vespa do mar.  Esse bando de paspalhos que faz satanismo em nome de algum deus que têm a petulância de chamar de Alah, não passa de pimenta do reino mais concentrada, mas ainda assim é só pimenta do reino. Eles, seus apoiadores e os que os apoiam só nos bastidores. Ninguém chega a ser pimenta de bode, os que eram capazes disso já não podem mais reencarnar, e em breve nem estarão mais aqui.

  Todos eles, assim que desencarnarem, serão levados para isolamentos de onde só sairão para sua segunda degredação. Não vão todos para o mesmo planeta, vai cada grupo para um mundo que condiz com o ódio que tem no coração, que decidirá o grau de evolução do planeta em que começará vida nova. Lamento informar que muitos irão para planetas tão primitivos e agressivos, que fazem nosso jurássico parecer um pet shop só com filhotinhos. Algumas criaturas desses mundos são tão violentas, que não podem ver o próprio corpo porque o atacariam até a morte. Sim, é para chocar mesmo, todos conhecerão e terão que fugir de criaturas muito mais violentas do que eles mesmos.

  Eu estou ciente disso, muita gente está ciente disso, mas mesmo assim tem muita gente com conhecimento de espiritualidade se desesperando, gente que deveria ter fé resplandescente e ajudar a acalmar as massas, mas está disseminando o desespero e piorando uma transição que já não é tranqüila. Para quem está nesse trabalho é fácil dar cabo desses trevosos, não precisamos ter pena deles, o que atrapalha é o desespero das pessoas boas, isso facilita muito a persistência dos inimigos, tornando tudo mais doloroso do que deveria ser.

  Mais do que um simples alimentador de sofrimento, o desespero disseminado pelo mundo acaba se tornando uma vingança dos que sabem que serão degredados de novo. Eles sabem que têm chance zero. Ainda que todos eles juntos atacassem ao mesmo tempo um só membro da fraternidade branca, a chance de caírem antes de tocá-lo seria de cem por cento. Eles sabem disso e se vingam e nós, e nós damos todo o combustível de que eles necessitam para fazer suas últimas maldades neste planeta. e antes que perguntem, sim, o Papa Francisco é um dos agentes de limpeza, o que ele está fazendo não tem volta e por isso está ameaçado de morte por muitos grupos, que também vão praticamente inteiros para mundos muito piores do que este, enquanto o Papa vai levado pelo próprio Cristo para seu lugar merecido.

  O que lhes peço então? Peço serenidade, tão somente serenidade. Não se deixem fisgar pela tentação de apontar inimigos, seu único inimigo de verdade é você mesmo. Não caia na besteira de comprar brigas de grupos ou partidos políticos, o seu grupo é toda a humanidade que ficar na Terra. Não caia no erro de abraçar ideologias com fervor, elas nada mais são do que dogmas com aparência de intelectualidade, sua única ideologia é e deve sempre ser o amor ao próximo, seja qual for esse próximo, mesmo que às vezes tenha a vontade de torcer-lhe o pescoço... Faz parte.

  Nenhum iniciado tem o direito de cair nessas armadilhas, não temos mais o grau de ignorância necessário a essa permissão. Toquem suas vidas, mantenham seus planos em mente, cientes dos desastres que acontecem e estão por acontecer, mas não deixem o medo turvar suas vistas. O que tiver que acontecer, acontecerá não importa o que façamos ou deixemos de fazer. Desse comportamento equilibrado e natural, depende a calma e um menor sofrimento de toda a população mundial. Já somos numerosos o suficiente para conseguir isso, não temos mais desculpas. Então, queridos, tomem um banho de ervas, um de rosas brancas e vão enfrentar o destino, foi para isso que nos jogaram cá para baixo.

  Nos próximos dois ou três séculos, todas as ervas inúteis serão arrancadas com todo o cuidado, para não prejudicar as plantas produtivas, as flores e as ervas medicinais. É um processo que demanda muito cuidado e experiência, mas acreditem, o jardim ficará se uma praga sequer, mesmo os insetos que ficarem são os úteis às plantas, nenhum deles vai botar ovos nas frutas. Com o tempo, talvez ainda com a maioria de nós neste ciclo, as coisas começarão a ficar mais fáceis, então as dores musculares pelo estresse da batalha começarão a aparecer, mas isso é outra história.

  O que está fazendo aqui ainda? Vai viver, caramba!

sábado, 19 de outubro de 2013

HORÁRIO DE VERÃO?


Por Nanael Soubaim

Antes que os caríssimos comecem a dar nó em seus pêndulos, eis um texto de 2008, que trata justo sobre o famigerado e falsamente econômico horário de verão.

Há uma pergunta que os novatos do caminho fazem nesta época do ano: E o horário de verão?

Vai aqui a resposta: Ignore. A configuração astral não vai seguir nenhum decreto presidencial. Nem que Saturno dance bambolê, Plutão vai adiantar sua marcha para se adequar aos nossos relógios, ainda mais depois de terem-no rebaixado.

Eu estou enfrentando uma dificuldade, pois saio do emprego às treze (entro às 07h, mas chego às 06h30), só que 13h agora chegam às 12h, momento em que minhas preces diárias deveriam estar no auge.

Mas nem tudo está perdido. Para quem trabalha com forças limpas, ainda que densas, como as dos verdadeiros exus, existe uma tolerância. Eles sabem que não é nossa culpa e que precisamos trabalhar para pagar as contas, e continuar a travar labutas ao seu lado. Principalmente quando as actividades são diurnas, como as minhas. Para quem age à noite, sem problemas, até porque trabalhos noturnos não são necessáriamente diários; os meus são.

No meu caso, eu faço algo que consegui com a prática, sintonizo com o lugar onde é meio-dia e começo com as preces, no horário mais próximo possível do normal. O efeito colateral é que fica um calor do caramba, afinal sintonizei com o Sol, mas os efeitos aparecem normalmente; inclusive parecer que o cérebro vai sair da cabeça.

Por isto reitero o que eu disse em meu primeiro texto no Demônios Internos, andem pelo caminho da luz, os agentes das trevas não têm essa tolerância. Eles estão se lixando para nós, que enquanto lhes servimos recebemos esmolas enfeitadas, mas basta uma falha para que queiram se vingar de ti. Trabalhemos sempre com quem realmente manda no universo, pois enquanto o Estado exercer sua incompetência com tamanha maestria, precisaremos de toda a compreensão com a qual pudermos contar.

Aproveitemos, e trabalhemos para que o "horário de verão" nunca mais seja necessário.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A CURA, POR QUEM ESTÁ SE CURANDO


Por Nanael Soubaim.

Fátima Jacinto é razoavelmente conhecida na internet. Ela sofreu por muitos anos nas mãos de
um marido perverso, como tantos que estão pipocando em plano século XXI.

Ela aprendeu da forma mais penosa, que os filhos e a dependência financeira são as ferramentas mias usadas pelos canalhas, para a obtenção de prazer pelo uso do poder torpe. A quem não se deu conta, o prazer que certos "homens" buscam, nada tem a ver com a satisfação sexual. Eles sentem prazer em dominar e destruir a vida de suas vítimas. E contam com uma sociedade medíocre para apoiá-los.

Hoje ela está livre, mas as seqüelas de uma convivência doentia se materializou de várias formas, inclusive na de câncer de mama. Ou pensam que os hormônios perdoam seus carcereiros?

Há anos acompanho o trabalho dessa mulher tão digna e adorável. Por ela eu fiquei sabendo de sua luta pela vida, do sofrimento com os efeitos colaterais, inclusive com a indiferença das pessoas, que ainda vêem como culpada uma mulher que se livra das garras nojentas de um machista violento.

Pode parecer coisa do arco da velha, mas ainda hoje, muita gente vira as costas para uma mulher separada. Para esses, se o sujeito põe comida em casa e transa de vez em quando com a esposa, esta tem que se sentir a felicidade em pessoa, como se fosse vaca leiteira, para se contentar com pasto e curral.

Fátima não se arrepende de ter mantido o casamento pelos filhos, ela sabia que eles seriam a primeira vítima do ex-marido. Sim, meus amigos, filhos são apenas uma moeda de troca para os covardes, se não podem usá-los para manter o poder, usam-nos para infringir sofrimento. Ainda hoje é manchetes de jornais a respeito.

Se livrando de um algoz, vieram outros. O câncer de mama foi conseqüência das emoções que represou por anos, e veio acompanhado da falta de recursos. Se hoje é difícil conseguir tratamento completo e competente para câncer, na rede pública, imagine há vários anos!

Extremamente actuante nos canais de que dispõe, ela lançou recentemente o livro A Cura de Nossa Intimidade Ferida. Apesar de enfrentar desde sempre, severas restrições materiais.

Ciente de que veneno trocado não cura o envenenamento, Fátima Jacinto adopta uma oratória sem rodeios, mas madura e de reconciliação da pessoa consigo mesma, mostrando o quanto faz bem melhor deixar no passado as pedras afiadas nas quais pisou.

Não se trata de discurso politicamente correcto ou coisa afim, ela fala e demonstra com sua experiência pessoal, seus aprendizados, até mesmo com relatos de leitoras que se enxergam em suas palavras, encontrando nela alguém que pode orientá-las não só por literatura, mas também por experiência de vida.

Há uma distância enorme entre quem estuda e quem vive um assunto, Fátima Jacinto viveu e dá testemunho sereno de sua vida. Como uma mestra de verdade, ela não se furta o direito de aprender e repassar seu aprendizado, todos os dias. Não importa o quanto seus leitores se encantem com sua sabedoria, ela está pronta para receber maias conteúdo da vida.

Mas não são só mulheres que podem se beneficiar da leitura. Ela não fala para gêneros, fala para pessoas que sofrem e não conseguem enxergar, sozinhas, um caminho a seguir para sair do inferno emocional em que se encontram. Porque eu já disse, emoções represadas e câncer são aliados.

A linguagem dela pode incomodar as pessoas viciadas em competição, em aventura, em viver tudo aqui e agora na potência máxima. Infelizmente um mestre não chega ao coração de quem não está preparado para receber suas lições. Aos demais, ela tem uma linguagem madura, maternal, sóbria e até consoladora para auxiliar as pessoas.

Para comprar o livro, clique aqui. Asseguro que lar as obras de Fátima Jacinto, é ter alguns instantes de mansidão em um mundo há anos em convulsão.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Surto de vampirismo


Por Nanael Soubaim

Caríssimos, a coisa ainda não é alarmante, mas é grave. Há muito tempo venho recebendo queixas de pessoas a respeito. No começo eram casos isolados, mas parece que se tornou uma epidemia. Todo mundo que conhece um pouco da ciência, está reclamando de vampiros de energia que não conseguem localizar.

Ontem, voltando do trabalho, eu senti um pequeno fluxo prestes a sair de mim. Nada fiz além de ficar atento e, para minha surpresa, o vampiro em questão era um cidadão que estava logo atrás, sentado no assento de acompanhante de cadeirante.

Ele não estava intencionando cousa alguma. Meus gestos de tentar aparentemente conter o fluxo, não causavam qualquer reação, visível ou não. Notei com rápidas olhadelas, que ele estava muito, mas muito deprimido, desenganado mesmo. Passei o indicador na testa, para pegar um pouco de óleo e com ele fiz uma cruz na nuca, o que estancou o fluxo.

Novamente o cidadão não mudou seu comportamento. Novamente me pus a pensar no caso, porque eu também tenho notado o aumento de vampirismo que, pelo que percebi, é absolutamente involuntário. Por mais que os governos tentem maquiar a situação geral, com estatística mais compradas do que Fusca 1300, as pessoas estão descrentes com o futuro.

O que isso tem a ver com o vampirismo? Infelizmente, tudo. Uma pessoa em depressão profunda, por exemplo, tende a pensar rapidamente em suicídio, se não conseguir uma distração que seja. Inconscientemente, ela busca algo que lhe dê prazer, e um prazer baixo e fácil é sugar a energia alheia. Eles não fazem de propósito, ao menos enquanto não perceberem o que estão fazendo.

é mais ou menos como uma pessoa que fica presa em uma ilha deserta, e passa a pescar para sobreviver. A intenção dele não é matar o peixe, talvez nem goste, isso é conseqüência do desespero pela sobrevivência. com o tempo, mudando os modos de preparo e usando ervas que porventura encontre na ilha, ele pode passar a gostar do acepipe, mas a intenção primária é se manter vivo até ser resgatado.

Então, caríssimos, antes de mandar um globo de energia torrar o perispírito de um vampiro, façam algo para bloquear a sangria e observem se alguém muda seu comportamento. Porque o problema infelizmente é social e de saúde mental, é generalizado, são milhões de novos vampiros inconsciente pelo país, não dá simplesmente para bloquear todos eles.

Se protejam, vedem seus pontos de energia e fiquem atentos, porque esta situação ainda vai demorar uns bons anos para se resolver.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma Guerra de Luz e Sombras




Por Nanael Soubaim

Há uma parcela do mundo real que o mais absurdo delírio é incapaz de reproduzir.

Há uma parcela do mundo real, que o mais tenebroso e cruel filme te terror seria incapaz de transmitir às telas.

Há uma parcela do mundo real que faria a mais intensa e abrangente das dores, parecer um pedaço do paraíso.

Há uma parcela do mundo real que as pessoas comuns tomam como fantasia de escritores, e por isso até vêem graça em sua descrição.

Há uma parcela do mundo real que os céticos duvidam que exista, e para sua sanidade mental, é melhor que continuem a duvidar.

Há uma parcela do mundo real que só os poucos lúcidos, tomados por lunáticos pelos comuns e céticos, têm ciência de que existe... E destes poucos, menos ainda estão prontos para enfrentar.

Há uma parcela do mundo real, que calaria permanentemente os mais experientes e inescrupulosos apresentadores de programas policiais.

Eram apenas policiais de elite, cujas identidades só o alto comando conhecia. Eles eram policiais comuns, barras-pesadas, acreditando que passariam a vida inteira enfrentando e enterrando psicopatas e traficantes da pior estirpe. Eles acreditavam que já conheciam o máximo da perversidade humana.

Um dia eles descobrem que sua experiência não vale absolutamente nada. Um dia eles descobrem que sua bravura é absolutamente inútil. Um dia eles descobrem que seu treinamento não faz frente nem ao mais fraco dos inimigos. Um dia eles descobrem que seus segredos mais caros e dolorosos estão escancarados para esses inimigos. E eles os exploram sem piedade.

Então eles percebem que o inimigo os conhece, que sabe cada detalhe de suas vidas, mesmo o que eles mesmos já tinham esquecido. Então o inimigo prova várias vezes que eles não são invulneráveis, que não são heróis, que não são nem mesmo fortes... E que a própria polícia nada pode fazer por eles, que eles mesmos não puderem fazer.

Eles não querem tirar o que é seu e ir embora. Não querem te matar e sair rindo. Não querem violentar sua família e te deixar impotente para reagir. Tudo isso é bondade para eles. Tudo isso, para eles, é gracejo de amadores. Eles sabem como fazer sofrer, de extrair do subconsciente o desejo de uma morte que nunca virá, mesmo depois de morto.

Episódios de violência extrema e perversidade brutal além da capacidade humana, protagonizados por pessoas que estão fora do alcance da lei, que não podem simplesmente ser presas e processadas, que nem mesmo a morte física poderia deter, porque a rigor não estão mais vivas. Seres amaldiçoados, que encarnam a maldade em seu grau mais puro, baixos demais para estarem vivos. E no que depender deles, você também não estará por muito tempo.

O inimigo não se cansa, não desiste, não mede esforços e não se importa com nada além de seu objectivo, que é te destruir de tal forma, que nem a eternidade no inferno de onde vieram, te fará esquecer e fechar as feridas. Cercado de luxo e status social, ele está acima de qualquer suspeita, tem sempre o álibi perfeito, te estrangula mesmo sem estar presente, e a culpa, se sobreviver, é sua.

Este não é um livro para quem adora filmes de psicopatas, para quem adora monstros de cinema, para quem acha que desfiar a morte é prova de coragem. é um livro para quem encara a morte sabendo que pode ser puxado a qualquer momento, para quem sabe que a dor psíquica, ao contrário da física, não tem limites, e mesmo assim a enfrenta com dignidade.

Se você pensa que é forte, que é um herói, que está pronto para morrer, este livro vai te provar o contrário. Você é fraco, é um covarde, vai se borrar de medo assim que a foice do coletor realmente tocar seu pescoço. E vai descobrir, depois, que o sofrimento não acaba aqui.

Este livro vai te ensinar humildade, respeito para com a vida, com o próximo, para consigo mesmo. Danny aprendeu da pior forma, que uma única fraqueza não enfrentada no tempo certo, pode lhe custar muito mais do que a vida. Ele aprendeu então a dar valor a cada acto de respiração, e é bom você também aprender, porque pode ser privado dele... A qualquer momento.

Da aclamada escritora de ficção fantástica Eddie Van Feu...

                                         UMA GUERRA DE LUZ E SOMBRAS

                                      
Em Agosto, na Bienal do Rio de janeiro


segunda-feira, 22 de abril de 2013

DEUS E OS DEUSES



por Nanael Soubaim 

Monoteístas e politeístas têm se enfrentado ao longo dos milênios, como quase tudo na história, por causa de tradições mal explicadas. Os primeiros levaram a melhor durante a maior parte da história, de dois mil anos para cá, a situação se inverteu. Colmo costuma dizer a Doutora professora Rosane Alencar, os perseguidos tendem a se tornar carrascos piores do que seus antigos algozes. Quem estudou história antiga e medieval, ainda que sem a dedicação necessária, sabe do que estou falando.

Vamos então directo ao assunto: NÃO CONFUNDAM OS DEUSES COM O CRIADOR!!!! Farei um pequeno rodeio para facilitar a compreensão.

Quando Moisés distribuiu cajadadas a torto e a direito, ele não fez por mal... pelo menos não enquanto estava com os nervos ainda sob a pele. Ele fez todo um código de conduta para os hebreus, porque viu logo com quem estava lidando: Um povo que choramingava de fome no Egito, mas depois reclamava que tinham fartura de pão e se sentavam às panelas cheias de carne, mas agora estavam morrendo de sede no deserto.

Qual o momento de maior fúria? Sim, foi o lance do bezerro de ouro. Moisés deveria tê-lo feito criar vida e chifrar todo mundo, mas se contentou em mandar um raio e derreter a tranqueirinha. Depois de novo lá foi Moisés, subindo a ladeira, com duas placas de pedra nas mãos, sabe-se lá sob que temperatura e incidência de raios ultravioletas.

Por que cargas d'água eles, que sempre foram monoteístas convictos, de repente começaram a adorar um bibelô de ouro? Não, não é só por ter sido feito de ouro. Para quem ainda não entendeu, aquilo era magia egípcia, a mesma que eles renegaram durante séculos de cativeiro. Renegaram, mas conheceram muito bem, como Moisés conheceu nos tempos palacianos. O auge do Egito já tinha ficado para trás, e sabemos que Akenaton foi o único faraó a tentar abrir os olhos do povo para o equívoco cometido. Acontece que estávamos (nós estivemos lá, a maioria não se lembra, mas estivemos) pegando atalhos perigosos, adorando fervorosamente as divindades que, no fundo, eram gente como a gente.

Explico: Como em todo o mundo antigo, as pessoas elegiam deuses locais e pessoais, e se reportavam a eles para as rotinas mais triviais do cotidiano. Imaginem como deve ser chato ouvir o dia todo "Oh, grande divindade, sacrifico este passarinho para pedir uma boa noite de sono", "Oh, grande divindade, sacrifico esta lesma para obter saúde sem precisar ir ao médico", "Oh, grande divindade, sacrifico esta bolacha para conseguir um pacote inteiro de graça"... Eram quase todas reportações de caráter egoísta! Gente pedindo a mulher do outro, gente pedindo vingança, gente pedindo a mulher de volta, gente pedindo revanche... Estavam colocando os deuses uns contra os outros! Imaginem a Fraternidade Branca em pé de guerra por causa de mimimi!!! Claro que eles não aceitavam isso! Mas alguém aceitava.

A falta de noção generalizada, não deixava as pessoas atinarem para um detalhe, os deuses que atendiam o pedido sincero e choroso de um pai que implorava para dar de comer aos filhos, jamais aceitariam o sacrifício de uma filha para dar vento e mandar um bando de insanos para a guerra. Fica fácil compreender que várias entidades passaram a atender pelos mesmos nomes, de acordo com o padrão vibratório de quem os evocava. Sabem aquela bipolaridade crônica de Zeus? É por causa disso. Um monte de espíritos baixos atendiam aos pedidos levianos, feito à divindade grega, e por ela recusados.

Acontece que os deuses um dia foram gente como nós. Alguns deles estavam na legião de degredados, só que tomaram vergonha mais depressa e ascenderam rápido, antes mesmo que Atlântida afundasse. Alguns ainda antes, mas é outra conversa. O facto é que estávamos adorando seres humanos, altamente evoluídos, mas seres humanos, usando-os como atalho para conseguir nossos intentos geralmente egoicos e socialmente pouco aceitáveis. Estávamos, e ainda hoje estamos, dando a eles uma carga de responsabilidade e um pedestal que não lhes cabe e de que eles não gostam... mas os trevosos a-do-ram ser bajulados, são como bacharéis que passam raspando na prova da OAB, e exigem ser chamados de "doutor advogado".

Por conta dessa vulnerabilidade, e do incômodo, os próprios deuses começaram a mandar gente dar o cerado, gente que foi altamente hostilizada, como Akenaton, os profetas bíblicos, o próprio Cristo, que bem pode ser a identidade real de Zeus... mas como éramos (somos) muito rudes, uma palavra suave e gestos carinhosos não produziam resultados, tinha que ser com gente casca-grossa mesmo! João Batista que o diga!

Mas não era só na África e na Ásia que isso acontecia. O "Meu deus é mais forte do que o seu" permeava o mundo inteiro, inclusive nossa bem-quista Irlanda. Talvez por isso Buda tenha preferido não falar em deuses, quando começou a divulgar o caminho da iluminação; quem o percorresse os encontraria por conta própria, e por fim o próprio Criador. Isso dá aos chateus a impressão, que travestem de convicção, de que um budista é ateu.

As mitologias nada mais são do que parábolas, que relatam muito sucintamente, a criação dos deuses, ainda como seres de baixa vibração, passando pela evolução, seus erros, carmas, resgates, até a ascensão. O mito de Hércules é o mais icônico e fácil de entender. Sempre que alguém faz um grande sacrifício a um deus, o mesmo põe a mão na testa e pensa "Quem sou eu para merecer isto??", tanto mais quanto maior o grau de sofrimento envolvido. Não preciso dizer o que eles pensam da auto-flagelação, muito menos dos sacrifícios humanos. Quem se dispuser a estudar com afinco as mitologias, vai ter surpresas de que os olhos céticos privam seus portadores.

Todos eles, a partir do momento em que alcançaram a iluminação, tiveram aquele "click" de quem finalmente entende toda a moral da história, e encontra o fio da meada. Muitos deles deram de cara com gente que um dia adoraram como divindades supremas. Oras, elas um dia foram gente como nós, cometeram basicamente os mesmos erros, racharam as caras de vergonha até aprenderem a lição! Quem passa por tudo isso e aprende, não se considera digno de adoração. Raríssimas criaturas passam ilesas por todas as etapas. Tão raras que não entram nas estatísticas.

Algo que um mago tem que aprender desde cedo, é que não importa o quanto sua entidade mais afim seja grande e forte, SEMPRE HAVERÁ UM MAIOR E MAIS FORTE. Acontece que são todos criaturas, e são tanto mais aprimorados quanto mais antigos e testados. Neste conglomerado de galáxias em que vivemos, certamente há os seres que trabalharam no chamado big-bang, que têm um tamanho que não cabe em nossas frágeis imaginações. Mesmo assim eles são criaturas, um dia foram átomos e tiveram que passar a vírus, depois micróbio, enfim... Eles muito menos, gostam de ser venerados, não se consideram dignos. E olha que os caras podem!!!

Por essas e outras que passaram a rejeitar adoração, pedindo que seja dirigida apenas à Fonte, ao Intemporal, ao Supraexistencial, seja lá que nome queira dar ou ainda que prefira não dar nome algum, porque é só quem não precisa se dar explicações a ninguém.

Acontece que nestes milênios nós não evoluímos nem metade do que deveríamos, daí a segunda degredação ocorrida em Dezembro último. Se antes defendíamos os deuses com unhas e dentes, como se eles precisassem, hoje defendemos o Criador com unhas e dentes... Defender de quê mesmo? De humanos??? bah! Morri de graça e não achei rir.

Ironicamente, transferimos a adoração politeísta a criaturas extremamente indignas, hoje adoramos pessoas... Artistas canastrões, políticos, jogadores de futebol, até times de futebol, pastores picaretas que muita gente acha que são a redenção da humanidade e querem é lascar todo mundo de uma vez... Os santos, pelo menos, têm alguns protocolos disciplinadores, ninguém coloca Santa Edwiges contra Santo Expedito. Em certa escala, os dois poderiam ser considerados deuses fortes, noutras épocas.

No fim das contas, nós só trocamos rótulos e apresentações, porque os deuses que adoramos em outros séculos, e pelos quais aceitamos morrer na fogueira, são os mesmos que hoje nos apresentam como santos e anjos... e continuamos adorando... Mas nós, bons magos, sabemos desde que despertamos, que eles todos são resultados de suas escolhas e evoluções. Afinal, Pedro não negou três vezes a divindade maior deste planeta, e mesmo assim fez por merecer o que é hoje? Foi até imperador do Brasil!

É uma lição clara no Bhagavad Gita, tudo o que pedimos aos deuses, santos, anjos e afins, é ao Criador que estamos pedindo, é de Sua Providência que tudo acontece, só não faz burlar as próprias leis, como a física. No final das contas, são todos apenas intermediários, que não fazem a menor questão de serem reverenciados, tampouco recompensados pelo bem que praticarem. Só querem respeito e, se não for pedir muito, amizade.

Em suma, para não fazer um catatau homérico, continuamos politeístas, só que de forma camuflada, mesmo acreditando no Supraexistencial, que até a existência criou. Quando? Nunca. A existência não tem início, meus caros, é uma obra contínua, para todos os lados e com infinitas dimensões que se interpenetram, como infinitos fachos de luz podem se cruzar sem causar nem sofrer interferência. Mas isto é outra conversa, para outro texto.